Poema para um amigo morto.
Como é difícil viver...
Como é ruim saber...
Dói não saber...
Dói saber do não viver...
O sorriso meigo e suave
Deixa apenas as marcas do ser
As brincadeiras infantis
Fazem, hoje, meu peito sofrer
Sofre apertado o meu coração, querida
Por sentir mais uma alma se perder
Aperto os meus olhos em vão
Tentando entender
Voe, voe amigo meu
Que um dia novamente encontre os sorrisos teus
Voe como sempre foi
Viveu intensamente e intensamente se foi
O choro da mãe
O deslento do pai
O adeus dos amigos
Mais um envolucro que se desfaz...