23 de agosto de 2004

Pensando em Rae

Como as coisas são malucas... e pensar que pode se sentir saudades do ronco de alguém, do calor, do afago e da cara amassada de manhã...
Não teve tempo para ficar comigo muito tempo... sou carente, preciso que me abracem e fiquem um pouco mais, preciso de cafuné para dormir tranquilo, preciso acordar à noite e roubar o cobertor para que chegue mais perto e se encoste em mim para se aquecer...
Momentos malucos, impulsos descontrolados e sem nexo no meio da rua, um sorriso involuntario nos lábios, um beijo roubado para "recarregar" as energias...
Talvez este seja o sentido de estar com alguém, sem compromisso e completamente compromissado por não ter compromisso... como diz meu amigo fiel:

"Paradoxo Total"

O mundo é pequeno, mas esconde o sentimento dentro de uma caixa enorme e invisível... como encontrar o "dito cujo"?

Em algum lugar do passado encontro o meu sorriso de criança, o mesmo que se "aprochega" quando encontro o silêncio no sorriso de Rae.
Como descrevê-la? Uma alma brilhante, cheia de meu esquecimento, complicado? Calma, não é complicado, apenas esqueço que o mundo é cruel e que existe maldade, apenas por olhar nos olhos azuis-esverdeados. O contraste faz a diferença nula, como o cruzamento do conhecimento com a inocência de uma criança, o deslumbramento e a satisfação de receber um presente, como esperar o Papai Noel sabendo que ele não virá, se achar idiota e achar isto o máximo.
Uma mulher séria e uma criança risonha e despreocupada... "Eduardo e Mônica" talvez, é bem definido...
O pensamento some, a felicidade pula e ocupa o lugar deixado...
Há uma banda que eu adoro, olha eu falando de música novamente, mas a vida é regida pela música, com a intencidade das emoções e os "ditos" entre as linhas, The Smiths, que por sinal é a banda preferida da Rainha da Inglaterra, ("GOD SAVES THE QUEEN!!!").

THERE IS A LIGHT THAT NEVER GOES OUT

"And if a double-decker bus Crashes into us To die by your side Is such a heavenly way to die And if a ten-ton truck Kills the both of us To die by your side Well, the pleasure - the privilege is mine "


Este fragmento da música reflete o que sinto ao estar com Rae, sem preocupação se vivo ou morro, tudo fica simples. Inteligência, beleza, carinho e atenção, mesmo que o que eu diga seja coisas infantis e sem nexo, às vezes.

Lull sempre de Rae

Um comentário:

lullderae disse...

Poxa, Mike... Não se volta se nunca se foi... não se vai se nunca aqui esteve...