Todo o tempo que passo sem escrever aqui,
são espaços em branco em mim
Todo os espaços que tenho em mim
são tempos que tenho perdido em mim
Me perco no tempo
Perco tempo
Me perco em mim
E perco algo que me fez feliz
A felicidade está escondida
Como moedas que se perde no sofá
A felicidade está...
A felicidade está...
16 de abril de 2008
25 de setembro de 2007
Se se morre de amor
Se se morre de amor! – Não, não se morre,Quando é fascinação que nos surpreendeDe ruidoso sarau entre os festejos;Quando luzes, calor, orquestra e floresAssomos de prazer nos raiam n’alma,Que embelezada e solta em tal ambienteNo que ouve e no que vê prazer alcança!Simpáticas feições, cintura breve,Graciosa postura, porte airoso,Uma fita, uma flor entre os cabelos,Um quê mal definido, acaso podemNum engano d’amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,Devaneio, ilusão, que se esvaeceAo som final da orquestra, ao derradeiroClarão, que as luzes no morrer despedem:Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,D’amor igual ninguém sucumbe à perda.Amor é vida; é ter constantementeAlma, sentidos, coração – abertosAo grande, ao belo; é ser capaz d’extremos,D’altas virtudes, té capaz de crimes!Compr’ender o infinito, a imensidade,E a natureza e Deus; gostar dos campos,D’aves, flores, murmúrios solitários;Buscar tristeza, a soledade, o ermo,E ter o coração em riso e festa;E à branda festa, ao riso da nossa almaFontes de pranto intercalar sem custo;Conhecer o prazer e a desventuraNo mesmo tempo, e ser no mesmo pontoO ditoso, o misérrimo dos entes;Isso é amor, e desse amor se morre!
Gonçalo Dias
Se se morre de amor! – Não, não se morre,Quando é fascinação que nos surpreendeDe ruidoso sarau entre os festejos;Quando luzes, calor, orquestra e floresAssomos de prazer nos raiam n’alma,Que embelezada e solta em tal ambienteNo que ouve e no que vê prazer alcança!Simpáticas feições, cintura breve,Graciosa postura, porte airoso,Uma fita, uma flor entre os cabelos,Um quê mal definido, acaso podemNum engano d’amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,Devaneio, ilusão, que se esvaeceAo som final da orquestra, ao derradeiroClarão, que as luzes no morrer despedem:Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,D’amor igual ninguém sucumbe à perda.Amor é vida; é ter constantementeAlma, sentidos, coração – abertosAo grande, ao belo; é ser capaz d’extremos,D’altas virtudes, té capaz de crimes!Compr’ender o infinito, a imensidade,E a natureza e Deus; gostar dos campos,D’aves, flores, murmúrios solitários;Buscar tristeza, a soledade, o ermo,E ter o coração em riso e festa;E à branda festa, ao riso da nossa almaFontes de pranto intercalar sem custo;Conhecer o prazer e a desventuraNo mesmo tempo, e ser no mesmo pontoO ditoso, o misérrimo dos entes;Isso é amor, e desse amor se morre!
Gonçalo Dias
Indas e Vindas
Olhos taciturnos olhando o longigüo horizonte
Caminhando sem querer chegar,
Passa o vento leve e toca a alma suspensa
Peso, aumenta o peso do silêncio que me toma
Corre o sangue, aumenta a pressão
Suor, aperto nos olhos, lágrimas.
Mãos trêmulas, riso na dor
Ódio, raiva...
Fecho os olhos, busco dentro de mim
As pernas não preciso mais
O vento me leva suavemente
Música
Sorriso
Amor...
Caminhando sem querer chegar,
Passa o vento leve e toca a alma suspensa
Peso, aumenta o peso do silêncio que me toma
Corre o sangue, aumenta a pressão
Suor, aperto nos olhos, lágrimas.
Mãos trêmulas, riso na dor
Ódio, raiva...
Fecho os olhos, busco dentro de mim
As pernas não preciso mais
O vento me leva suavemente
Música
Sorriso
Amor...
20 de setembro de 2007
Angustia Angústia
Angústia
Por dias e horas em vão
Agindo como tolo
Indagava-me dos perigos de te ter
Xote no rádio, rock no coração
Onde estou com a cabeça, me pergunto
Na lua, nas nuvens, um absurdo
Ah, mas como é bom... como é penoso
Dói na alma a ausência, dói também a presença
Onde, onde estou com a cabeça?
Pareço criança
Orientação, nenhuma
Ruindo, roendo as unhas...
Variando, como bêbado
Onde estou com a cabeça?
Caço a calmaria
Entre os lábios teus.
Por dias e horas em vão
Agindo como tolo
Indagava-me dos perigos de te ter
Xote no rádio, rock no coração
Onde estou com a cabeça, me pergunto
Na lua, nas nuvens, um absurdo
Ah, mas como é bom... como é penoso
Dói na alma a ausência, dói também a presença
Onde, onde estou com a cabeça?
Pareço criança
Orientação, nenhuma
Ruindo, roendo as unhas...
Variando, como bêbado
Onde estou com a cabeça?
Caço a calmaria
Entre os lábios teus.
6 de março de 2007
25 de março de 2005

Novamente, após muito tempo, volto a escrever no blog que ninguém lê... rsd... mas tudo bem. As lembranças são minhas e não há necessidade de comentários. Bem que seria legal saber o que os outros pensam, mas tudo bem, não há problema.
Preciso colocar um contador nessa "joça" para saber se alguém realmente passa por aqui.
25 de outubro de 2004
Momentos de loucura na adolescência
Estranho e confortante;
Hoje me peguei ouvindo Janis Joplin e revendo as loucuras de minha adolescência. "Lord wont buy me a mercedes benz"... muito interessante, mas sempre tive as mercedes ao meu alcance, prontas, com o tanque cheio de gasolina e prontas para correr pelas estradas, sem mesmo falhar quando pisasse no acelerador, coisa maravilhosa. Mas sempre que temos muitas coisas e fáceis demais, não damos muito valor.
Interessante, hoje queria dar uma voltinha de mercedes, mas me lembrei que não tem o mesmo gosto que antes. Queria correr, fugir, assim como quando pego a moto e saio sem sentido, viajando 40 horas sem dormir, vendo cangurus pulando e mostrando a língua, muito hilário.
Sinto saudades das festas em que as garotas, procurando a "DISTORÇAO PADRÃO DE RACIOCÍNIO", viravam uma garrafa inteira de cerveja, bebendo memso no gargalo, e caiam de costas sorrindo, por terem sentido que aquilo as faria esquecer um pouco da realidade em que viviam, pedindo para que alguém não se fosse, que ficasse e as ajudasse a tomar mais uma garrafa, mas desta vez, sem terem que tomar sozinhas e sim acompanhadas e com uma boa conversa, para que se sentissem queridas. Garotas que buscassem incessantemente a explicação para o que as acontecia. Para terem um pouco do doce na boca, como se uma abelha trouxesse um "baudinho" e derramasse uma gotinha da loucura de se sentir o centro da colméia.
Doces dias de adolescência.
Hoje, mais criança do que antes, por ser mais carente de que um adolescente, mas com mais experiência do que este e querendo ter mais diversão do que aquele, me sinto parado submerso e flutuante.
Hoje me peguei ouvindo Janis Joplin e revendo as loucuras de minha adolescência. "Lord wont buy me a mercedes benz"... muito interessante, mas sempre tive as mercedes ao meu alcance, prontas, com o tanque cheio de gasolina e prontas para correr pelas estradas, sem mesmo falhar quando pisasse no acelerador, coisa maravilhosa. Mas sempre que temos muitas coisas e fáceis demais, não damos muito valor.
Interessante, hoje queria dar uma voltinha de mercedes, mas me lembrei que não tem o mesmo gosto que antes. Queria correr, fugir, assim como quando pego a moto e saio sem sentido, viajando 40 horas sem dormir, vendo cangurus pulando e mostrando a língua, muito hilário.
Sinto saudades das festas em que as garotas, procurando a "DISTORÇAO PADRÃO DE RACIOCÍNIO", viravam uma garrafa inteira de cerveja, bebendo memso no gargalo, e caiam de costas sorrindo, por terem sentido que aquilo as faria esquecer um pouco da realidade em que viviam, pedindo para que alguém não se fosse, que ficasse e as ajudasse a tomar mais uma garrafa, mas desta vez, sem terem que tomar sozinhas e sim acompanhadas e com uma boa conversa, para que se sentissem queridas. Garotas que buscassem incessantemente a explicação para o que as acontecia. Para terem um pouco do doce na boca, como se uma abelha trouxesse um "baudinho" e derramasse uma gotinha da loucura de se sentir o centro da colméia.
Doces dias de adolescência.
Hoje, mais criança do que antes, por ser mais carente de que um adolescente, mas com mais experiência do que este e querendo ter mais diversão do que aquele, me sinto parado submerso e flutuante.
Zona Neutral
Existe um lugar chamado ZONA NEUTRAL, se fossemos procurar no mapa, não encontraríamos, mas se trata de um estado de espírito, mesmo podendo encontra-lo em mapas de antes de 1990. Mas não em nossos sentimentos.
A Zona neutral, a que eu me encontro, é um lugar morno, não há a certeza de um abraço quente e carinhoso, mas também não há o frio e o descaso do abandono.
Não me refiro ao estado e aos cuidados de outras pessoas, mas ao meu espírito, ao meu modo de pensar.
Tenho ficado pensando em tudo o que aconteceu, juntando as partes do quebra cabeça e vendo as partes boas e as partes que~foram boas, mas foram obscurecidas por algum tipo de sede de amar.
Mais sereno e cuidadoso, busco separar as pedras do feijão para que não quebrem os meus dentes.
I´m in a lull today.
A Zona neutral, a que eu me encontro, é um lugar morno, não há a certeza de um abraço quente e carinhoso, mas também não há o frio e o descaso do abandono.
Não me refiro ao estado e aos cuidados de outras pessoas, mas ao meu espírito, ao meu modo de pensar.
Tenho ficado pensando em tudo o que aconteceu, juntando as partes do quebra cabeça e vendo as partes boas e as partes que~foram boas, mas foram obscurecidas por algum tipo de sede de amar.
Mais sereno e cuidadoso, busco separar as pedras do feijão para que não quebrem os meus dentes.
I´m in a lull today.
6 de setembro de 2004
POEMA PARA UM AMIGO MORTO
Poema para um amigo morto.
Como é difícil viver...
Como é ruim saber...
Dói não saber...
Dói saber do não viver...
O sorriso meigo e suave
Deixa apenas as marcas do ser
As brincadeiras infantis
Fazem, hoje, meu peito sofrer
Sofre apertado o meu coração, querida
Por sentir mais uma alma se perder
Aperto os meus olhos em vão
Tentando entender
Voe, voe amigo meu
Que um dia novamente encontre os sorrisos teus
Voe como sempre foi
Viveu intensamente e intensamente se foi
O choro da mãe
O deslento do pai
O adeus dos amigos
Mais um envolucro que se desfaz...
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